terça-feira, 19 de julho de 2011

Rede Ipê agora conecta 500 centros de pesquisa e garante benefícios a 3,5 milhões de usuários












Capacidade agregada da rede que atende 27,5 mil grupos de pesquisa deu salto de 280% de 2008 a 2011
A rede acadêmica Ipê acaba de concluir a integração de 500 instituições dos sistemas brasileiros de ciência, tecnologia, educação superior e cultura com conexões multigigabits (acima de 1 Gbps). Mais de 3,5 milhões de pesquisadores, professores e estudantes são beneficiados pela infraestrutura da Rede Nacional de Pesquisa (RNP). Para mostrar a capacidade do sistema, na última quarta-feira (13), foi transmitido um jogo de futebol em alta definição pela malha de fibra óptica ao mesmo tempo em que estudantes e profissionais de medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade do Tocantins (UFT) acompanhavam ao vivo uma cirurgia realizada no Hospital Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). E foi feita também em um minuto uma transmissão de dados equivalentes a vários CDs, entre pontos distantes milhares de quilômetros.
“O maior valor dessa rede não é a infraestrutura em si, mas as instituições interligadas por ela – assim como o melhor da árvore é a floração”, comparou Nelson Simões, Diretor Geral da RNP. “Há uma enorme oportunidade de transformar a realidade brasileira, a vida das pessoas, a partir da qualificação de professores e alunos”, afirma. Para Simões, o desafio nos próximos anos será levar esses benefícios para além das grandes cidades. As conexões atendem agora a 24 unidades da federação, incluindo todas as capitais das regiões Nordeste e Centro-Oeste e alcançando a região Norte. 
Na demonstração, foi realizada uma transmissão por streaming de um filme 4K (com quatro vezes mais pixels que o formato HDTV), "Projeto 2014K", produzido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e pela Universidade Mackenzie. A exibição deste filme em altíssima resolução, cuja transmissão sem compressão demanda fluxos de aproximadamente 8 Gbps, mostrou como a rede Ipê está preparada para operar experiências de ponta como esta sem perda de qualidade.
Sistema criado em 2005 chega à sexta geração
A primeira rede óptica nacional acadêmica da América Latina, a rede Ipê foi inaugurada em 2005, com a meta de garantir não só a largura de banda necessária ao tráfego Internet usual (navegação web, correio eletrônico, transferência de arquivos), mas também o uso de serviços e aplicações avançadas e a experimentação. A infraestrutura engloba 27 Pontos de Presença (PoPs), um em cada unidade da federação, além de ramificações para atender mais de 500 instituições de ensino e pesquisa em todo o País.
Em 2010, a rede Ipê passou por um salto qualitativo, atingindo a capacidade agregada de 233,2 Gbps, um aumento de 280% em relação à capacidade agregada anterior. Nesta nova rede, que é a sexta geração do backbone operado pela RNP, as velocidades multigigabits (acima de 1 Gbps) estão disponíveis para 24 dos 27 PoPs. A ampliação foi resultado de acordo de cooperação com uma empresa de telecomunicações, que negociou o investimento para compensar uma operação de mercado, no âmbito da Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel).
América Latina - A RNP tem papel de destaque na Cooperação Latino Americana de Redes Avançadas (RedCLARA). A rede Ipê tem uma conexão de 1,45 Gbps com a rede desta iniciativa, que integra atualmente 15 países da América Latina. Além disto, por meio de uma conexão de 20 Gbps operada em parceria entre a RNP e a Academic Network at São Paulo (ANSP), a rede Ipê se conecta a outras infraestruturas acadêmicas internacionais, como a norte-americana Internet2 e a europeia Géant, e à Internet comercial mundial.

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