terça-feira, 10 de maio de 2011

INTRODUÇÃO
Em plena a era digital, ainda se encontram pessoas que não estão familiarizadas com 
a tecnologia que é o computador. Este equipamento está presente no dia-a-dia de quase todas 
as pessoas, seja na forma de um caixa eletrônico de banco, ou até mesmo em um automóvel.
E no processo de ensino aprendizagem, o computador por oferecer diversos
benefícios para uma melhor aprendizagem. Entretanto, ainda são muitos os estudantes que 
não tem acesso a essa tecnologia, principalmente  os de baixa renda. Seria então, interessante 
que as escolas oferecessem aos estudantes essa tecnologia em prol do melhor aprendizado, 
mas essa também é uma realidade distante de muitos centros de ensino.
Ao introduzir um computador em uma escola, não se pode ter a crença de que, 
através do uso do equipamento, o aluno aprenderá mais e se desenvolverá de uma maneira 
mais abrangente (Dallacosta et al.,1998), pois segundo Ponte (1992) e Pacha ne (2003),  é a 
maneira com a qual o professor utiliza o computador que trará contribuições positivas para o 
processo de ensino-aprendizagem. Ao utilizar o computador, em sala de aula, o professor 
tem que ter cuidado para não transformar o equipamento em mais um objeto de auxílio, com 
por exemplo, transcrever a aula do quadro negro para a tela de apresentação do  Microsoft 
Power point®.XIV Encontro Nacional de Ensino de Química (XIV ENEQ)
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Tecnologia da Informação e Comunicação
(TIC)
Acredita-se que ao utilizar  a informática em sala de aula, o professor deve prepararse, elaborando estratégias de ensino  que atraiam os estudantes para o conteúdo a ser
lecionado, para que possa haver contribuições  na construção do conhecimento. E que a 
utilização de softwares ou programas multimídias não seja apenas a visualização seqüencial 
de textos, figuras ou vídeos,  ma s que tenha  participação ativa do estudante. Ou seja, é 
necessário que softwares ou programas multimídias ofereçam estratégias de interação com os 
usuários, por exemplo, fazendo com que eles pensem e proponham soluções para algum 
problema verificado.
Uma observação importante é que não é o software que faz a diferença em termos de 
resultados cognitivos, mas sim, a forma como ele é utilizado no processo de ensinoaprendizagem pelo professor (Guerra, 2000). Além disso, é importante se atentar para qual 
conteúdo ele será aplicado, pois há grande possibilidade de melhoras no ensino, ao utilizar os 
recursos da informática para lecionar conteúdos abstratos e de difícil aprendizagem pelos 
estudantes, tais como isomeria e periodicidade das propriedades químicas.
Ao  lecionar periodicidade das propriedades químicas,  um software pode ser de 
grande utilidade para apresentar e facilitar a consulta, manipulação e correlação entre dados 
essenciais para o estudo da regularidade das propriedades periódicas dos elementos. E o 
software QuipTabela pode ser uma boa alternativa para essa atividade, pois ele é um software
atualizado, em português e gratuito.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Este trabalho foi estruturado da seguinte maneira: (i) análise de dois livros didáticos 
amplamente utilizados nas escolas de Ensino Médio do país  (livro  1:  Fundamentos da
Química, Vol. Único, de Ricardo Feltre e livro 2: Química, Vol. Único, de Tito e Canto); (ii) 
análise do software QuipTabela e (iii) sugestões de atividades empregando o software
analisado.
(i) análise de livros didáticos
A análise do conteúdo tabela periódica nos livros didáticos, mostrou que os livros 
abordam o conteúdo de maneira tradicional, mantendo distância do cotidiano dos estudantes. XIV Encontro Nacional de Ensino de Química (XIV ENEQ)
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Tecnologia da Informação e Comunicação
(TIC)
No livro 2, encontram-se algumas aplicações dos  elementos químicos,  tentando mostrar 
proximidade dos elementos químicos no dia-a-dia dos aprendizes.
O livro 1 estrutura o conteúdo tabela periódica, apresentando alguns fatos históricos, 
como a proposta de ordenação dos elementos químicos realizada por  Dmitri I.  Mendeleyev,  
em 1869. Além disso, são citadas algumas “previsões” realizadas pelo cientista, quando supôs 
a existências de alguns elementos que só viriam a ser descobertos, anos após. E finalizando a 
seção histórica, o autor menciona o trabalho realizado por  Henry G.J. Moseley, em 1913,  na  
classificação atual dos elementos químicos, classificados de acordo com a variação das 
propriedades em função do número atômico, e não mais da massa atômica, como Mendeleyev 
propunha.
O autor descreve o que são os períodos e grupos da tabela periódica e suas
dependências com a configuração eletrônica de cada elemento químico. Após essa seqüência 
de conteúdos, há a sugestão de vários exercícios de fixação.  Na seqüência, a periodicidade 
das propriedades dos elementos químicos  é discutida, mostrando como o raio atômico e o 
volume atômico variam ao longo do crescimento do número atômico. Para  tal, gráficos são 
utilizados, com o objetivo de melhor visualizar a dependência periódica da propriedade com o 
número atômico. Para essas duas propriedades e para várias outras (densidade, temperatura de 
fusão e ebulição e afinidade eletrônica) são utilizados esquemas com desenhos de setas 
indicativas, que mostram de onde e para onde a propriedade em questão, varia (Figura 1).
Figura 1. Representação esquemática, de alguns livros didáticos, de como a afinidade eletrônica varia na 
tabela periódica.
Acredita-se que a utilização destes esquemas (Figura 1), levam os estudantes à  
decorarem a direção da seta e relacionar com a propriedade periódica ou não periódica. E esse 
é um resultado pouco desejado no processo de ensino-aprendizagem, pois o estudante  pode 
não compreender o que leva a formação do esquema, mas sim, decorá-lo.XIV Encontro Nacional de Ensino de Química (XIV ENEQ)
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Tecnologia da Informação e Comunicação
(TIC)
Ao utilizar gráficos e tabelas, o ensino de periodicidade das propriedades pode ser 
grandemente beneficiado, pois o estudante  poderá  a nalisar criticamente o resultado e não 
apenas, aceitá- lo em forma de esquemas.
Analisando o livro 2, pode-se perceber que os autores abordam, logo de início, a 
classificação dos elementos, de acordo com períodos e grupos, associando com a
configuração eletrônica  de cada um dos elementos químicos. Na seqüência, são abordadas 
algumas aplicações dos elementos químicos no cotidiano dos estudantes, seguidas de alguns 
exercícios de fixação. Após os exercícios, é abordada a periodicidade das propriedades dos 
elementos, mostrando gráficos de raios atômicos e eletronegatividade em função do número 
atômico. Nesta seção do livro, percebe-se que o conteúdo também é abordado na forma de 
esquemas, tal como ocorre no livro 1.  Entretanto, neste material é possível encontrar  textos 
em destaque, que descrevem os esquemas, o que reforça a idéia de decorar como é a variação 
das propriedades, sem a necessidade de entender o porquê desta variação.
Utilizando a metodologia descrita nos dois livros didáticos analisados, pode-se 
perceber que os autores procuram transmitir algumas informações, mas não tem a
preocupação em desenvolver o conhecimento sobre o assunto periodicidade das propriedades 
dos elementos químicos. Dessa forma, acredita-se que o conhecimento não será transmitido 
de maneira expressiva, o que pode provocar uma falta de interesse dos estudantes pelo 
conteúdo.
Para tentar minimizar essa deficiência no ensino de tabela periódica, propõe-se a 
utilização do software QuipTabela, que pode auxiliar na abordagem do ensino de
periodicidade das propriedades dos elementos.
(ii) análise do software QuipTabela
O software QuipTabela (Figura 2) está na versão 4.0 e apresenta em sua tela inicial, 
uma tabela periódica, a partir da qual pode-se acessar mais de 30 informações sobre cada um 
dos elementos químicos. E  é a partir dessa tela que também se acessa as out ras 
funcionalidades do software, tais como criação de tabelas e gráficos a partir de dezenas de 
propriedades dos elementos químicos.

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