SÃO PAULO - As empresas detentoras das marcas de desktop não estão conseguindo alinhar satisfação e praticidade e, consequentemente, estão desagradando seus consumidores. É o que mostra o estudo da CVA Solutions com 7.100 proprietários de computadores pessoais de todo o Brasil – destes, 74,7% desejam mudar de marca. Embora em menor escala, os portáteis também não andam agradando: 63,3% dos seus usuários querem outra marca.
“As empresas precisam ficar atentas aos atributos considerados fundamentais pelos consumidores como durabilidade e custo, não apenas do equipamento, mas também de conserto. Algumas marcas estão deixando isso de lado e estão pagando caro”, avalia Sandro Cimatti, sócio diretor da CVA Solutions, empresa de pesquisa de mercado e consultoria, subsidiária da norte-americana CVM.
Ainda segundo a pesquisa, 32% dos equipamentos domésticos em 2010 eram portáteis. Em 2011, esse índice subiu para 40,4%, englobando os modelos notebook (36,8%), netbook (3,3%) e tablet (0,3%).
Mesmo perdendo força dentro dos lares, os desktops ainda são maioria. No ano passado, 68% dos computadores domésticos eram desktops, enquanto em 2011 esse percentual recuou para 59,6%.
Custo
Na análise sobre custo-benefício percebido, o segmento de computadores conquistou uma nota de 8,17, em uma escala que varia de 1 a 10. A nota deixou para trás áreas como bancos, aparelhos e telefonia celular e planos de saúde. O grupo, no entanto, ficou atrás dos eletrodomésticos, relação comercial com varejistas, veículos pesados, aparelhos de TV, laboratórios de análise clínicas e cosméticos.
O valor percebido para os setores pesquisados pela CVA se baseia na nota de custo-benefício percebido e tem como melhor segmento o de eletrodomésticos, com nota 9,28, e o pior o de planos de saúde, com 6,39.
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